Após apenas 12 dias de sua prisão, Daniel Vorcaro, figura central do Banco Master, foi solto em 29 de novembro, gerando ondas de debates e revelações sobre suas conexões no mundo político e jurídico. A decisão que o libertou partiu da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Agora, Vorcaro segue sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.Desde sua detenção, as relações intrincadas entre Vorcaro, o Banco Master, e…
Após apenas 12 dias de sua prisão, Daniel Vorcaro, figura central do Banco Master, foi solto em 29 de novembro, gerando ondas de debates e revelações sobre suas conexões no mundo político e jurídico. A decisão que o libertou partiu da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Agora, Vorcaro segue sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Desde sua detenção, as relações intrincadas entre Vorcaro, o Banco Master, e diversas autoridades vieram à tona. Um dos casos que mais chamou a atenção foi o contrato de R$ 129 milhões firmado entre o banco e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa revelação levantou questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e a influência de conexões políticas em decisões judiciais.
Não parou por aí. Através de familiares, o nome de Vorcaro também se viu atrelado ao de Dias Toffoli, outro ministro do STF. Investimentos de fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, ultrapassaram os R$ 20 milhões no Resort Tayayá, um empreendimento em Ribeirão Claro (PR) que tinha parentes de Toffoli como controladores. Essa ligação financeira adicionou mais um ponto de interrogação sobre a proximidade entre o banqueiro e membros do judiciário.
Negociações e Venda do Banco Master
Na última sexta-feira, veio à tona que Vorcaro, em depoimento à Polícia Federal (PF), mencionou ter negociado a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) diretamente com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Surpreendentemente, o político nega veementemente essa informação. A complexidade do caso aumenta com a alegação de negociação direta entre Vorcaro e o governador, que, se confirmada, pode trazer sérias implicações políticas e legais.
Antes de o Banco Central (BC) liquidar o Mater, Vorcaro estava em negociações para vendê-lo ao BRB, um banco público mantido pelo governo do Distrito Federal, por cerca de R$ 2 bilhões. Contudo, a autoridade monetária vetou a negociação, alegando irregularidades e riscos para o sistema financeiro. Ibaneis Rocha defendia a aquisição do Master pelo BRB e criticou a decisão do BC, classificando-a como “uma ação política do PT e do PSB contra o banco e contra Brasília”.
O caso Vorcaro continua a render desdobramentos e levanta sérias questões sobre a influência de relações políticas e financeiras nas esferas do poder. As investigações prosseguem, e a sociedade aguarda por respostas que esclareçam o papel de cada um nessa trama complexa.
