Trump pressiona Maduro a renunciar com mediação do Brasil

 Em um movimento que ecoa tensões da Guerra Fria, o presidente Donaldo Trump intensificou a pressão sobre Nicolás Maduro para que deixe o poder na Venezuela. A investida, revelada por um jornal e confirmada por fontes próximas à Casa Branca, ocorreu na semana passada e contou com a mediação de atores importantes no cenário global: Brasil, Catar e Turquia.A proposta, segundo fontes, é direta: renúncia imediata de Maduro, seguida por eleições livres e transparentes. Trump, conhecido… 

Em um movimento que ecoa tensões da Guerra Fria, o presidente Donaldo Trump intensificou a pressão sobre Nicolás Maduro para que deixe o poder na Venezuela. A investida, revelada por um jornal e confirmada por fontes próximas à Casa Branca, ocorreu na semana passada e contou com a mediação de atores importantes no cenário global: Brasil, Catar e Turquia.

A proposta, segundo fontes, é direta: renúncia imediata de Maduro, seguida por eleições livres e transparentes. Trump, conhecido por sua postura assertiva, parece apostar em uma solução rápida para a crise venezuelana, que se arrasta há anos e tem gerado instabilidade em toda a região.

Ainda sobre a Venezuela, Trump negou que estaria planejando um ataque iminente ao país após um alerta sobre o espaço aéreo venezuelano. Em resposta, Maduro acusou Washington de tentar tomar as reservas de petróleo do país.

O Brasil como mediador

O papel do Brasil nessa negociação é crucial. O país, que sempre defendeu uma solução pacífica e negociada para a crise venezuelana, agora se vê no centro de uma articulação que pode mudar o rumo da história do país vizinho. A proximidade geográfica e os laços históricos entre os dois países conferem ao Brasil uma influência única na região.

O governo brasileiro, liderado pelo presidente Lula, tem se mantido discreto sobre o assunto, mas nos bastidores a diplomacia brasileira trabalha para garantir que a transição na Venezuela ocorra de forma pacífica e democrática. O Brasil, inclusive, tem se mostrado preocupado com a escalada de tensão na região e tem defendido o diálogo como única forma de resolver a crise.

Em outra frente, a secretária de imprensa de Trump, Karoline Leavitt, informou que os EUA tiveram “conversas muito boas com ucranianos na Flórida”, sem detalhar o teor das discussões. Paralelamente, o presidente russo Vladimir Putin se prepara para receber Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca, em Moscou na terça-feira. A agenda? Desconhecida, mas certamente carregada de expectativas em meio ao turbilhão geopolítico global.

Leavitt ainda defendeu a possibilidade de Trump conceder um indulto ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, condenado por narcotráfico nos EUA. Segundo ela, houve uma conspiração da esquerda em Honduras para derrubá-lo do poder. A declaração acende o debate sobre a influência americana na América Latina e os limites da justiça internacional.

Enquanto isso, a presença militar americana no Caribe e no Pacífico segue sob justificativa de combate ao tráfico de drogas, mas levanta questionamentos sobre os reais objetivos de Washington na região. E para tranquilizar os mais preocupados, Leavitt garantiu que a ressonância magnética de Trump revelou uma “excelente saúde”. Aos 78 anos, o presidente americano segue ativo e determinado a deixar sua marca na história.