Em um desenvolvimento inesperado no cenário político e jurídico brasileiro, o ministro Dias Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão, anunciada nesta quinta-feira, surge após questionamentos levantados pela Polícia Federal (PF) sobre sua atuação no processo. No entanto, o STF assegurou a validade de todos os atos já praticados pelo ministro na relatoria.A situação ganhou contornos dramáticos quando o presidente do STF,…
Em um desenvolvimento inesperado no cenário político e jurídico brasileiro, o ministro Dias Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão, anunciada nesta quinta-feira, surge após questionamentos levantados pela Polícia Federal (PF) sobre sua atuação no processo. No entanto, o STF assegurou a validade de todos os atos já praticados pelo ministro na relatoria.
A situação ganhou contornos dramáticos quando o presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, tomou a decisão de encurtar a sessão plenária desta quinta-feira. O objetivo? Promover um “diálogo entre os ministros” após a divulgação de um relatório da PF que mencionava diálogos entre Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro.
Nota de Apoio e Redistribuição do Caso
Em uma demonstração de apoio institucional, os dez ministros do Supremo Tribunal Federal divulgaram uma nota conjunta, datada de 12 de fevereiro de 2026, onde afirmam que não há “caso de cabimento para a arguição de suspeição” em relação a Dias Toffoli. A nota reconhece a “plena validade dos atos praticados” pelo ministro na relatoria e expressa “apoio pessoal” a Sua Excelência, refutando qualquer suspeita de impedimento.
“Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.“
Ainda na nota, os ministros informaram que, a pedido de Dias Toffoli, a presidência do Supremo Tribunal Federal, após ouvir todos os ministros, decidiu acolher a comunicação do ministro quanto ao envio dos feitos respectivos sob sua relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição. A presidência, então, adotará as providências processuais necessárias para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.
Assinam a nota os ministros Luiz Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
