STF extingue processo contra Toffoli após troca de relatoria

 Em uma reviravolta que movimentou os bastidores do STF, o ministro Dias Toffoli concordou em deixar a relatoria do processo que questionava sua própria suspeição. A decisão, costurada em uma reunião tensa entre dez ministros na noite de quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, abriu caminho para que o caso fosse extinto, gerando um debate acalorado no meio jurídico e político.A mudança na relatoria, com a transferência do caso para o ministro André Mendonça, foi o catalisador para o… 

Em uma reviravolta que movimentou os bastidores do STF, o ministro Dias Toffoli concordou em deixar a relatoria do processo que questionava sua própria suspeição. A decisão, costurada em uma reunião tensa entre dez ministros na noite de quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, abriu caminho para que o caso fosse extinto, gerando um debate acalorado no meio jurídico e político.

A mudança na relatoria, com a transferência do caso para o ministro André Mendonça, foi o catalisador para o desfecho. A análise da possível suspeição de Toffoli teve origem em um relatório da Polícia Federal, que apontava para interações consideradas questionáveis entre o ministro e o advogado Vorcaro. O relatório detalhava a existência de diálogos via WhatsApp e ligações telefônicas, levantando dúvidas sobre a imparcialidade de Toffoli.

Até o momento, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, ainda não se manifestou sobre quais medidas pretende tomar diante da extinção do processo, mantendo a análise do relatório da PF. A situação deixa em aberto questionamentos sobre a necessidade de aprofundamento das investigações e a busca por esclarecimentos sobre as relações entre Vorcaro e Toffoli.

O que dizia o relatório da PF?

O relatório da PF apontava a existência de encontros sociais e comunicações telefônicas entre Toffoli e Vorcaro, sem especificar o conteúdo das conversas. Essa proximidade levantou suspeitas sobre a influência do advogado em decisões do ministro, o que motivou a abertura do processo para investigar a possível suspeição.

A extinção do processo, após a troca de relatoria, gerou críticas e questionamentos por parte de alguns setores da sociedade, que defendiam a necessidade de uma investigação completa e transparente para esclarecer os fatos. A decisão do STF, no entanto, seguiu o rito processual e encerrou a análise do caso, ao menos por ora. O futuro das apurações e as possíveis medidas a serem tomadas pelo Procurador-Geral da República seguem como incógnitas nesse cenário complexo.