No cenário político de Brasília, o ano de 2026 começou com mudanças significativas no governo Lula. Recentemente, o ex-ministro da Justiça, Lewandowski, deixou o cargo, marcando o fim de um ciclo em meio a desafios e expectativas. A sua saída, segundo bastidores, foi motivada por divergências em relação às estratégias de segurança pública e dificuldades de articulação com a Casa Civil, liderada por Rui Costa.Ainda em dezembro de 2025, o governo já havia passado por outras…
No cenário político de Brasília, o ano de 2026 começou com mudanças significativas no governo Lula. Recentemente, o ex-ministro da Justiça, Lewandowski, deixou o cargo, marcando o fim de um ciclo em meio a desafios e expectativas. A sua saída, segundo bastidores, foi motivada por divergências em relação às estratégias de segurança pública e dificuldades de articulação com a Casa Civil, liderada por Rui Costa.
Ainda em dezembro de 2025, o governo já havia passado por outras reformulações. Celso Sabino, do Ministério do Turismo, foi substituído por Gustavo Feliciano após ser expulso do União Brasil. Essa mudança visou realinhar o apoio político ao governo, mostrando como as dinâmicas partidárias influenciam diretamente nas escolhas de ministros.
Guinada à Esquerda e Desafios Sociais
Outra mudança notável foi a substituição de Márcio Macêdo na Secretaria-Geral da Presidência pelo deputado federal Guilherme Boulos. Essa troca representou uma guinada à esquerda do governo, buscando uma maior interlocução com os movimentos sociais. A estratégia, segundo analistas, visava reaproximar o governo de setores da sociedade que demonstraram distanciamento das administrações petistas.
Além disso, o Ministério das Mulheres também passou por uma reformulação com a saída de Cida Gonçalves, após denúncias de assédio moral e xenofobia. Em seu lugar, assumiu a ex-ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes.
Não podemos esquecer da Previdência Social, que também enfrentou turbulências com a saída de Carlos Lupi após denúncias de fraudes no INSS. Wolney Queiroz, que era o número 2 da pasta, assumiu o comando em meio à crise.
O Futuro da Justiça e Segurança Pública
Com a saída de Lewandowski, Manoel Carlos de Almeida Neto assume interinamente o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Auxiliares do presidente Lula indicam que ele busca um perfil semelhante ao de Flávio Dino para a pasta. O PT, por sua vez, defende o nome de Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas.
As próximas semanas serão cruciais para entendermos os rumos da segurança pública no Brasil e como o governo Lula pretende enfrentar os desafios que se apresentam. A escolha do novo ministro da Justiça será um indicativo importante das prioridades e estratégias que serão adotadas.
