Com voos comerciais encerrados desde agosto de 2025, pela Azul Linhas Aéreas Brasileira (única que vinha fazendo a linha Campos-Rio de Janeiro), o Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos dos Goytacazes (RJ), pode não só retomar a operação, mas, também, receber recursos federais para melhorias operacionais, atualização de equipamentos e reforço dos padrões de segurança de voo.A alegação da Azul para sair da rota foi aumento nos custos operacionais, como a disparada do dólar e a…
Com voos comerciais encerrados desde agosto de 2025, pela Azul Linhas Aéreas Brasileira (única que vinha fazendo a linha Campos-Rio de Janeiro), o Aeroporto Bartolomeu Lisandro, em Campos dos Goytacazes (RJ), pode não só retomar a operação, mas, também, receber recursos federais para melhorias operacionais, atualização de equipamentos e reforço dos padrões de segurança de voo.
A alegação da Azul para sair da rota foi aumento nos custos operacionais, como a disparada do dólar e a necessidade de tornar as operações mais rentáveis. De imediato, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, iniciou articulação, junto ao Ministério de Portos e Aeroportos, buscando a retomada. A iniciativa é reforçada por entidades da iniciativa privada.
Várias reuniões aconteceram e a expectativa é que haja solução ainda no primeiro semestre de deste ano. Reforça o otimismo, a notícia de que o ministério acaba de classificar o Bartolomeu como ativo essencial para integração entre o interior e os grandes centros e inclui o aeroporto entre os que deverão recursos para investir em eficiência logística e ampliação de capacidade.
terminais considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico.
Nessa quinta-feira (29), a Codemca cumpriu mais uma etapa do governo municipal na investida pela retomada dos voos. O presidente do órgão, Thiago Virgílio, reuniu representantes da Petrobrás, para estudar alternativas. Como parte dos estudos, foram levantados números das atividades aéreas no Heliporto Farol de São Tomé, na Baixada
Campista, e a viabilidade de demanda para o Bartolomeu Lisandro.
Virgílio lembra que, em novembro do ano passado, ele teve audiência com o ministro Sílvio Costa Filho, focado na pauta: Na ocasião, conseguimos protocolar um documento, demonstrando que a demanda é real. Agora, recebemos a equipe da Petrobras, que nos apresentou números que confirmam aquilo que repassamos ao ministro.
O presidente adianta que o próximo passo é envolver diretamente a Azul nas discussões: Buscaremos trazer para a mesa de avaliações a empresa aérea responsável pelos voos na nossa cidade, que é a Azul, que passou uma certa dificuldade; mas a gente sabe que se recuperou e não tem mais motivo para que a cidade continue sem esses voos.
INVESTIMENTOS – O vice-presidente da Codemca, Afrânio Júnior, também participou da reunião. Além do gerente de Operações de Aeroportos, Rawlinson Abreu; gerente de Operações Transporte Aéreo, Fabrício Marcenes; coordenadora dos aeroportos, Isabela Paes; e o coordenador de Relações Institucionais, Luiz Fabiano Nericke; e o vereador Marcelo Feres (de forma on-line).
Quanto aos recursos federais, a informação é do próprio Ministério de Portos e Aeroportos, divulgada nessa quinta-feira, ao anunciar que destinará R$ 310,1 milhões em investimentos para fortalecer a infraestrutura dos aeroportos regionais do Sudeste, principal polo econômico e aéreo do país. Do estado do Rio de Janeiro são relacionados apenas os aeroportos de Angra dos Reis e Campos dos Goytacazes.
A publicação resume que os investimentos somam R$ 13 milhões incluem a elaboração de estudos e projetos básicos e abrangem também aeródromos de Salinas, Varginha e Patos de Minas, todos em Minas Gerais. Justifica que essa etapa é fundamental para estruturar intervenções mais eficientes, alinhadas às características operacionais de cada terminal.
De acordo com a divulgação, os recursos integram a carteira pública de investimentos em aeroportos regionais da pasta e reforçam o papel estratégico da aviação regional na integração entre grandes centros urbanos, polos industriais e cidades do interior. A aviação regional é essencial para garantir crescimento com integração e competitividade, avalia o ministro Silvio Costa Filho.