Rejeição de Lula e Flávio Bolsonaro Preocupa Eleitores em 2026

 A corrida presidencial de 2026 já está no radar, e um fator tem se mostrado crucial: a taxa de rejeição dos candidatos. Uma pesquisa recente da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25), lança luz sobre esse aspecto, medindo em quais candidatos o eleitorado “não votaria de jeito nenhum”. Esse indicador, como um teto eleitoral, oferece uma perspectiva valiosa sobre a capacidade de cada candidato de expandir seu apoio em um possível segundo turno.Na… 

A corrida presidencial de 2026 já está no radar, e um fator tem se mostrado crucial: a taxa de rejeição dos candidatos. Uma pesquisa recente da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (25), lança luz sobre esse aspecto, medindo em quais candidatos o eleitorado “não votaria de jeito nenhum”. Esse indicador, como um teto eleitoral, oferece uma perspectiva valiosa sobre a capacidade de cada candidato de expandir seu apoio em um possível segundo turno.

Na liderança da lista de rejeição está Lula, com 48,2%. Logo atrás, Flávio Bolsonaro registra 46,4%, seguido de perto por Jair Bolsonaro, com 44,2%. A pesquisa ainda aponta para outros nomes como Renan Santos (43,9%), Nikolas Ferreira (42,2%) e Michelle Bolsonaro (40,8%).

Governadores e figuras do centro-direita apresentam índices mais amenos: Eduardo Leite (38,3%), Ronaldo Caiado (36,6%), Romeu Zema (36,4%), Ratinho Jr. (35,7%) e Tarcísio de Freitas (35,5%). Ciro Gomes (34,4%) e Fernando Haddad (33,8%) também figuram na lista. Apenas uma pequena parcela dos entrevistados, 2,3%, afirma não rejeitar nenhum dos nomes listados.

Com uma taxa de rejeição beirando os 50%, Lula se encontra diante de um desafio considerável. Em um eventual segundo turno, sua estratégia dependeria fortemente do voto estratégico e da comparação negativa com o oponente para atrair mais apoio. Flávio Bolsonaro também enfrenta um teto significativo, o que ajuda a entender o empate técnico observado nas simulações de confronto direto entre os dois.

Estratégias para o Segundo Turno

Em um cenário onde ambos os polos exibem alta resistência, o potencial de crescimento se torna limitado, e a disputa se resume a variações marginais. Candidatos com rejeição abaixo dos 40% partem de uma base mais favorável à expansão, mas ainda precisam converter essa menor resistência em votos efetivos. Os dados reforçam a percepção de que, em 2026, a eleição poderá ser decidida menos pela mobilização das bases e mais pela habilidade de reduzir a rejeição no eleitorado indeciso.

O levantamento, que ouviu 4.986 eleitores em todo o país entre 19 e 24 de fevereiro, possui uma margem de erro de 1 ponto percentual, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no TSE sob o número BR-07600/2026.