A Polícia Federal (PF) lançou um olhar crítico sobre a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao questionar sua imparcialidade em relação ao caso que envolve o Banco Master. O pedido de suspeição, que ganhou destaque nesta semana, menciona a participação do ministro no 10° Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres entre 24 e 26 de abril de 2024, um evento patrocinado justamente pelo Banco Master. A presença de Toffoli nesse evento,…
A Polícia Federal (PF) lançou um olhar crítico sobre a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao questionar sua imparcialidade em relação ao caso que envolve o Banco Master. O pedido de suspeição, que ganhou destaque nesta semana, menciona a participação do ministro no 10° Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres entre 24 e 26 de abril de 2024, um evento patrocinado justamente pelo Banco Master. A presença de Toffoli nesse evento, somada a outros fatores, levantou sérias dúvidas sobre a isenção do ministro no julgamento de casos relacionados à instituição financeira.
O relatório da PF, com cerca de 200 páginas, detalha a proximidade entre Toffoli e Daniel Vorcaro, apontado como líder de um esquema de fraudes no sistema financeiro e dono do Banco Master. A situação se agrava ao revelar que o próprio diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, também marcou presença no evento em Londres, hospedando-se no luxuoso hotel The Peninsula London, com diárias que chegavam a quase R$ 7 mil. Questionamentos sobre quem arcou com os custos da viagem de Rodrigues e se ele também se declararia suspeito no caso ficaram sem resposta, adicionando mais lenha à fogueira.
Apesar da PF não ter divulgado o relatório na íntegra, sabe-se que o documento aborda a relação de um investidor ligado a Vorcaro com o Tayayá Resort, pertencente à família de Toffoli. Além disso, cita a atuação da ex-mulher do ministro, Roberta Rangel, em um escritório de advocacia que tinha Vorcaro como cliente. Mensagens de texto também indicariam uma possível aliança entre Toffoli e o banqueiro em uma ação no Supremo, embora o ministro tenha votado de forma contrária aos interesses de Vorcaro no final do julgamento.
A gota dágua para o pedido de suspeição foi a participação de Toffoli em eventos patrocinados pelo Banco Master, o que, para a PF, sugere uma relação de proximidade com Vorcaro. O ministro, por sua vez, relatava uma das investigações relacionadas ao Banco Master no STF, especialmente a que trata da tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). Em 2 de dezembro de 2025, Toffoli impôs sigilo ao pedido da defesa de Vorcaro para que a Justiça Federal fosse declarada incompetente no caso. A decisão ocorreu após a divulgação de que o Supremo havia recebido a solicitação.
Decisão do STF e Novos Rumos do Caso
Após uma reunião tensa e reservada, o STF rejeitou a arguição de suspeição, mas Toffoli deixou a relatoria do caso, que foi redistribuído ao ministro André Mendonça. A decisão não encerrou a polêmica, e a sociedade aguarda ansiosamente pelos próximos capítulos dessa história, que envolve figuras importantes do cenário político e econômico nacional.
Ainda pairam no ar questionamentos sobre a viagem de Toffoli a Lima, no Peru, em um jatinho de um empresário ligado ao caso, e sobre o suposto envolvimento da mulher do ministro Alexandre de Moraes na venda do Master ao BRB. A complexidade da situação exige uma investigação rigorosa e transparente, para que a verdade venha à tona e a justiça seja feita.
O caso do Banco Master e as suspeitas sobre a atuação de Toffoli no STF reacendem o debate sobre a ética e a transparência no Judiciário. A sociedade clama por um sistema judicial imparcial e livre de influências, capaz de garantir a igualdade e a justiça para todos. Resta saber se as instituições brasileiras estarão à altura desse desafio.
