Em um cenário de turbulência para a Petrobras (PETR4), os dividendos distribuídos pela empresa surgem como um alento para os acionistas. Apesar de uma queda no preço das ações nos últimos 12 meses, o pagamento de proventos garantiu uma rentabilidade positiva para quem investiu na companhia.No entanto, nem tudo são flores. Uma greve deflagrada pelos funcionários da Petrobras em 15 de dezembro, após a rejeição de três propostas para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), adicionou mais
Em um cenário de turbulência para a Petrobras (PETR4), os dividendos distribuídos pela empresa surgem como um alento para os acionistas. Apesar de uma queda no preço das ações nos últimos 12 meses, o pagamento de proventos garantiu uma rentabilidade positiva para quem investiu na companhia.
No entanto, nem tudo são flores. Uma greve deflagrada pelos funcionários da Petrobras em 15 de dezembro, após a rejeição de três propostas para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), adicionou mais um capítulo de incerteza à situação da empresa. A paralisação, que envolve diversos sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e à Frente Nacional dos Petroleiros (FNP), abrange trabalhadores em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas e Paraná.
As principais reivindicações dos sindicatos giram em torno de um aumento salarial considerado abaixo do esperado (0,5%) e de uma solução para os Planos de Equacionamento dos Déficits (PEDs) da Fundação Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. A FNP classificou as propostas da empresa como “indignas”, especialmente em um ano em que a Petrobras distribuiu R$ 37,3 bilhões em dividendos.
Tentativas de acordo
Diante do impasse, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou uma audiência de conciliação para o dia 2 de janeiro, buscando uma solução negociada entre a Petrobras e as entidades representativas dos trabalhadores. Caso não haja acordo, uma sessão extraordinária será realizada em 6 de janeiro.
A FUP informou que está analisando as medidas jurídicas a serem tomadas para proteger o direito de greve dos trabalhadores e garantir as conquistas do Acordo Coletivo de Trabalho.
“A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas” – informou a Petrobras em nota.
Em meio a esse cenário, a Petrobras busca garantir a continuidade de suas operações e o abastecimento do mercado, minimizando os impactos da greve na produção de petróleo e derivados.
