A Polícia Federal (PF) não descarta a possibilidade de que aeronaves da Havan tenham sido utilizadas para transportar as joias supostamente desviadas por auxiliares do ex-presidente Bolsonaro. A investigação, que apura o esquema de desvio e venda ilegal de presentes protocolares recebidos por Bolsonaro durante seu mandato, enfrenta dificuldades para rastrear os voos e passageiros envolvidos.O relatório final da PF revela que, apesar das suspeitas, não foi possível obter a lista completa…
A Polícia Federal (PF) não descarta a possibilidade de que aeronaves da Havan tenham sido utilizadas para transportar as joias supostamente desviadas por auxiliares do ex-presidente Bolsonaro. A investigação, que apura o esquema de desvio e venda ilegal de presentes protocolares recebidos por Bolsonaro durante seu mandato, enfrenta dificuldades para rastrear os voos e passageiros envolvidos.
O relatório final da PF revela que, apesar das suspeitas, não foi possível obter a lista completa de passageiros das aeronaves. Segundo os investigadores, isso se deve ao fato de que os voos eram privados, com decolagens e pousos em pequenos helipontos, e também porque o tempo decorrido desde os eventos dificultou o acesso aos registros.
O relator do caso criticou o que chamou de falhas na condução da investigação em Santa Catarina. Segundo ele, a falta de diligência inicial comprometeu a coleta de provas cruciais, como registros eletrônicos e depoimentos de testemunhas. Essa negligência pode ter dificultado a elucidação completa dos fatos e a identificação de todos os envolvidos no esquema.
As apurações da PF se concentram em identificar se houve uso de recursos da Havan para facilitar o transporte e a comercialização das joias no exterior. A colaboração entre empresários e o entorno de Bolsonaro é um dos pontos-chave da investigação, que busca esclarecer o papel de cada um no suposto esquema de desvio de bens públicos.
