Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, lançou duras críticas à atual administração do estado, comparando-a ao governo de Sérgio Cabral, conhecido por escândalos de corrupção. Em declarações impactantes, Garotinho não poupou palavras ao descrever o que considera ser uma gestão marcada pela terceirização e pela busca incessante de lucro por parte de seus membros.”O governador não era uma pessoa experiente”, disparou Garotinho, referindo-se ao fato de que o atual…
Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, lançou duras críticas à atual administração do estado, comparando-a ao governo de Sérgio Cabral, conhecido por escândalos de corrupção. Em declarações impactantes, Garotinho não poupou palavras ao descrever o que considera ser uma gestão marcada pela terceirização e pela busca incessante de lucro por parte de seus membros.
“O governador não era uma pessoa experiente”, disparou Garotinho, referindo-se ao fato de que o atual ocupante do cargo, antes de ascender ao governo, atuava como vereador. “Ele assumiu o cargo e terceirizou tudo. Entregou para o Rodrigo Bacellar para montar. Então, cada secretaria é um feudo, e cada um quer obter para si e para o grupo o maior lucro possível.”
A comparação com o governo de Sérgio Cabral, que cumpre pena por diversos crimes de corrupção, é particularmente contundente. Garotinho sugere que a situação atual é tão grave que, caso haja uma investigação séria, o sistema prisional do estado não comportaria o número de autoridades envolvidas.
“Eu achava que não ia ver nada igual [à época do governo de Sérgio Cabral]. Eles só não estão roubando mais do que o Cabral porque, na época do Cabral, tinha a Copa do Mundo, Olimpíadas e muitas obras do PAC, que o governo federal colocou lá. Mas, em proporção, é uma coisa impressionante.” disse Garotinho, ao comentar a situação.
A trajetória de Garotinho na política fluminense
A trajetória política de Garotinho é marcada por passagens por importantes cargos, como a prefeitura de Campos dos Goytacazes e o governo do Rio de Janeiro. Em 1999, ele ascendeu ao Palácio da Guanabara, mas deixou o cargo para se candidatar à presidência em 2002. Sua esposa, Rosinha Garotinho, o sucedeu no governo, e ele atuou como secretário de Segurança Pública durante sua gestão.
Em 2010, Garotinho foi eleito deputado federal, sendo o mais votado do Rio de Janeiro. No entanto, sua carreira também é marcada por diversas condenações e investigações judiciais. Em 2016, foi condenado por corrupção eleitoral no âmbito da Operação Chequinho, que apurou o uso de programas sociais para favorecer aliados nas eleições municipais. Além disso, também foi condenado por improbidade administrativa, envolvendo irregularidades em contratos firmados na Prefeitura de Campos dos Goytacazes.
As declarações de Garotinho certamente reverberarão no cenário político do Rio de Janeiro, reacendendo o debate sobre a transparência e a ética na administração pública. Resta saber se as autoridades competentes irão investigar as denúncias e se as previsões do ex-governador se concretizarão.
