Exonerações e cortes ampliam crise política em Quissamã e provocam reação de ex-prefeito

 O prefeito Marcelo Batista colocou Quissamã no centro de uma turbulência política ao anunciar, por meio das redes sociais, um pacote de exonerações e cortes na estrutura do governo. A decisão, apresentada como ajuste fiscal, caiu como bomba na cidade, que já enfrenta um momento amargo marcado por incertezas econômicas e desgaste na gestão pública.A reação foi imediata. O ex-prefeito Armando Carneiro saiu em defesa dos exonerados e criticou duramente a condução do governo. “Era… 

O prefeito Marcelo Batista colocou Quissamã no centro de uma turbulência política ao anunciar, por meio das redes sociais, um pacote de exonerações e cortes na estrutura do governo. A decisão, apresentada como ajuste fiscal, caiu como bomba na cidade, que já enfrenta um momento amargo marcado por incertezas econômicas e desgaste na gestão pública.
A reação foi imediata. O ex-prefeito Armando Carneiro saiu em defesa dos exonerados e criticou duramente a condução do governo. “Era para ter sido feito há um ano. Não fez porque preferiu encobrir a gastança da madrinha, que havia torrado tudo para ganhar a eleição. E o que o senhor fez? Preferiu mentir, fingir que estava tudo certo com as contas da prefeitura”, afirmou em publicação nas redes sociais.
Entre as medidas divulgadas por Marcelo Batista estão a extinção de secretarias, a redução de 25 por cento nos contratos administrativos e o corte no mesmo percentual de cargos comissionados. Segundo o prefeito, a iniciativa busca reorganizar as contas diante da oscilação nas receitas, principalmente dos royalties do petróleo.
A repercussão foi negativa, especialmente entre lideranças políticas e servidores atingidos pelas exonerações. Críticos apontam que o próprio prefeito admitiu ter herdado dificuldades financeiras da gestão anterior, da qual foi vice, e questionam a demora na adoção das medidas.
Sem apresentar números detalhados que justifiquem o impacto real nas contas públicas, a administração afirma que o objetivo é preservar os serviços essenciais. Nos bastidores, o clima é de tensão e cobrança por mais transparência.
A reestruturação abre uma nova fase na política local e deve intensificar o debate sobre responsabilidade fiscal, prioridades administrativas e os reflexos diretos na vida da população.