Na noite de terça-feira, 31 de março de 2026, a Polícia Federal (PF) efetuou a prisão de Márcio José Toledo Pinto, ex-assessor do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação ocorreu após mandado expedido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a evidências de obstrução de Justiça.A investigação, que culminou na prisão preventiva de Toledo Pinto, aponta para um esquema de venda de decisões judiciais dentro do STJ. Mais cedo, no mesmo dia, o…
Na noite de terça-feira, 31 de março de 2026, a Polícia Federal (PF) efetuou a prisão de Márcio José Toledo Pinto, ex-assessor do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação ocorreu após mandado expedido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a evidências de obstrução de Justiça.
A investigação, que culminou na prisão preventiva de Toledo Pinto, aponta para um esquema de venda de decisões judiciais dentro do STJ. Mais cedo, no mesmo dia, o ex-assessor já havia sido alvo de buscas e apreensões, intensificando as suspeitas sobre seu envolvimento na trama.
De acordo com as investigações da PF, a análise de metadados de arquivos digitais compartilhados entre os suspeitos revelou que Toledo Pinto, que na época dos fatos trabalhava no gabinete da ministra Isabel Gallotti, seria o responsável pela elaboração de minutas que foram indevidamente divulgadas.

Detalhes da Investigação
Na semana anterior à sua prisão, Toledo Pinto já havia sido formalmente indiciado por exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e participação em organização criminosa. As acusações lançam luz sobre a gravidade das suspeitas que recaem sobre o ex-assessor.
O relatório final da PF detalha a existência de uma organização criminosa bem estruturada, dedicada à negociação de decisões judiciais. Essa organização, segundo a PF, atuava tanto dentro quanto fora dos tribunais, envolvendo-se também em lavagem de dinheiro e tráfico de influência. A complexidade do esquema demonstra um nível de sofisticação preocupante na tentativa de corromper o sistema judiciário.
Embora a investigação tenha mencionado servidores ligados a gabinetes de ministros como Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro, a PF esclarece que, até o momento, não foram encontradas evidências que confirmem a participação de magistrados no esquema. A ausência de envolvimento direto de juízes, contudo, não diminui a seriedade das acusações contra os demais envolvidos.
“Há robustos indícios da existência de uma organização criminosa estruturada para negociar decisões judiciais, com atuação dentro e fora de tribunais, além de lavagem de dinheiro e tráfico de influência” – concluiu a Polícia Federal em seu relatório final.
