Estatais Federais Registram Déficit Recorde no Início de 2026

 Um levantamento recente do Banco Central (BC) revelou um cenário preocupante para as empresas estatais federais. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, essas empresas acumularam um déficit de R$ 4,16 bilhões. Este resultado não apenas mancha o início do ano, mas também representa o pior desempenho para o primeiro bimestre desde o início da série histórica em 2002.Para colocar em perspectiva, o recorde negativo anterior para o período, registrado em 2024, ficou em R$ 1,36 bilhão. O 

Um levantamento recente do Banco Central (BC) revelou um cenário preocupante para as empresas estatais federais. Nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, essas empresas acumularam um déficit de R$ 4,16 bilhões. Este resultado não apenas mancha o início do ano, mas também representa o pior desempenho para o primeiro bimestre desde o início da série histórica em 2002.

Para colocar em perspectiva, o recorde negativo anterior para o período, registrado em 2024, ficou em R$ 1,36 bilhão. O prejuízo acumulado nos dois primeiros meses de 2026 já se aproxima do saldo negativo de todo o ano de 2025, quando as estatais fecharam com um déficit de R$ 5,1 bilhões.

Na análise do Banco Central, que exclui gigantes como Petrobras, Eletrobras e bancos públicos, são consideradas empresas como Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea. A metodologia utilizada pelo BC se baseia no conceito de variação da dívida para o balanço, contrastando com o modelo “acima da linha” adotado pelo governo, que calcula a diferença entre receitas e despesas, excluindo os juros da dívida.

Crise nos Correios: O Epicentro do Déficit

A situação financeira dos Correios tem sido um fator determinante para o resultado negativo das estatais. Até setembro de 2025, a empresa já acumulava um prejuízo de R$ 6 bilhões. As estimativas indicam que o rombo da estatal pode ter atingido a marca de R$ 9,1 bilhões no fechamento do ano passado, evidenciando a profundidade da crise enfrentada pela empresa.

Em dezembro, a situação se tornou tão crítica que os Correios precisaram contratar um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional. Esse recurso foi utilizado para quitar dívidas urgentes e proporcionar um alívio imediato ao caixa da estatal, demonstrando a extensão dos desafios financeiros que a empresa enfrenta.