Uma tempestade diplomática se abate sobre a ONU após declarações polêmicas da relatora especial Francesca Albanese sobre Israel. No último sábado, 7 de fevereiro, Albanese referiu-se a Israel como um “inimigo comum”, desencadeando uma onda de críticas e pedidos de sua remoção do cargo.O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, tentou minimizar o impacto, afirmando:”Não estou aqui para defender o que ela diz ou criticar o que ela diz, certo?” – disse Stéphane Dujarric, acrescentando que
Uma tempestade diplomática se abate sobre a ONU após declarações polêmicas da relatora especial Francesca Albanese sobre Israel. No último sábado, 7 de fevereiro, Albanese referiu-se a Israel como um “inimigo comum”, desencadeando uma onda de críticas e pedidos de sua remoção do cargo.
O porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, tentou minimizar o impacto, afirmando:
“Não estou aqui para defender o que ela diz ou criticar o que ela diz, certo?” – disse Stéphane Dujarric, acrescentando que Albanese tem o direito de se expressar dentro de seu mandato.
Dujarric também mencionou que existem mecanismos para contestar o trabalho de um relator, como o pedido feito pela França, mas não confirmou se o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, acompanhou pessoalmente o evento em Doha onde Albanese fez a declaração.
Repercussão Global e Pedidos de Demissão
As declarações de Albanese provocaram indignação em diversos países. Itália e Áustria juntaram-se à França nos pedidos formais pela remoção da relatora. Antonio Tajani, vice-presidente do Conselho de Ministros da Itália, expressou no Twitter que os comentários de Albanese “não refletem a posição do governo italiano” e considerou suas ações inadequadas para o cargo.
A ministra federal da Áustria para Assuntos Europeus e Internacionais, Beate Meinl-Reisinger, acusou Albanese de descrever Israel como “inimigo da humanidade” e de usar linguagem que “mina a imparcialidade e os mais altos padrões exigidos de um representante da ONU”.
A França, por sua vez, formalizará o pedido de renúncia de Albanese durante a sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em 23 de fevereiro. O ministro francês Jean-Noël Barrot enfatizou que os comentários de Albanese “não atacam o governo de Israel, cujas políticas podem ser criticadas, mas Israel como povo e nação, o que é absolutamente inaceitável”.
A Declaração Polêmica
A declaração que inflamou a controvérsia foi a seguinte: “Em vez de deter Israel, a maior parte do mundo o armou”, acusando a comunidade internacional de oferecer ao Estado judeu “abrigo político e apoio econômico e financeiro”. Albanese completou: “Nós que não controlamos grandes quantidades de capital financeiro, algoritmos e armas, agora vemos que, como humanidade, temos um inimigo comum”.
A Defesa da Relatora
Albanese reagiu às acusações, alegando que suas palavras foram mal interpretadas e retiradas de contexto. Ela publicou o vídeo completo de sua fala, explicando que o “inimigo comum da humanidade” se refere ao sistema mais amplo que ela responsabiliza pelas ações de Israel, e não ao país em si. Resta saber se essa explicação será suficiente para acalmar a crescente tempestade política em torno de seu nome e de seu papel na ONU.
