Em uma decisão que ressoa através dos corredores da história política brasileira, a Justiça Federal do Rio de Janeiro concedeu à ex-presidente Dilma Rousseff o direito a uma reparação econômica e por danos morais devido à perseguição, prisão e tortura sofridas durante a ditadura militar. A decisão foi tomada em 17 de dezembro de 2025, marcando um momento significativo de reconhecimento e justiça para a ex-presidente.O colegiado da Justiça entendeu que Dilma foi, de fato, vítima
Em uma decisão que ressoa através dos corredores da história política brasileira, a Justiça Federal do Rio de Janeiro concedeu à ex-presidente Dilma Rousseff o direito a uma reparação econômica e por danos morais devido à perseguição, prisão e tortura sofridas durante a ditadura militar. A decisão foi tomada em 17 de dezembro de 2025, marcando um momento significativo de reconhecimento e justiça para a ex-presidente.
O colegiado da Justiça entendeu que Dilma foi, de fato, vítima de perseguição política durante um dos períodos mais sombrios da história do Brasil. A Comissão de Anistia já havia reconhecido essa condição administrativamente, mas a batalha judicial se concentrava no tipo de reparação que seria concedida. Agora, a Justiça determinou que ela tem direito a uma reparação mensal, calculada com base na remuneração que recebia quando sua carreira foi interrompida.
O relator do caso, desembargador João Carlos Mayer Soares, foi enfático ao afirmar que os atos praticados contra Dilma Rousseff causaram sequelas físicas e abalos psicológicos duradouros, justificando plenamente a indenização por danos morais. A reparação econômica ainda será definida, levando em consideração a prescrição quinquenal e os parâmetros salariais do cargo que ela ocupava antes de ser alvo da repressão.
Essa decisão judicial não apenas reconhece o sofrimento pessoal de Dilma, mas também serve como um lembrete contundente dos horrores da ditadura e da importância de defender os direitos humanos e a democracia. É um passo importante para cicatrizar as feridas do passado e garantir que as atrocidades da ditadura nunca sejam esquecidas.
A notícia surge em um momento político delicado, com tensões ainda latentes entre diferentes espectros ideológicos. Em julho de 2024, um cumprimento protocolar e frio entre o presidente Lula e Milei, crítico do presidente Lula e aliado da família Bolsonaro, durante a 67ª Cúpula do Mercosul já prenunciava os desafios de conciliação política no cenário atual.
Ademais, a preocupação com a estabilidade regional se mantém, como demonstrado pela declaração do presidente Lula na mesma Cúpula, onde alertou que uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o Hemisfério. Tais eventos sublinham a complexidade do cenário político e a importância de decisões judiciais como a da ex-presidente Dilma para a promoção da justiça e da memória.
