Na última sessão da CPMI do INSS, realizada em Brasília nesta segunda-feira, a depoente Aline Bárbara Mota de Sá Cabral optou por permanecer em silêncio, desencadeando uma série de reações e tensões no colegiado. A decisão veio após uma breve apresentação de seu histórico profissional, onde detalhou sua trajetória e o escopo de suas atividades nas empresas ligadas ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes.Aline, que possui 38 anos, é bacharel em secretariado executivo com…
Na última sessão da CPMI do INSS, realizada em Brasília nesta segunda-feira, a depoente Aline Bárbara Mota de Sá Cabral optou por permanecer em silêncio, desencadeando uma série de reações e tensões no colegiado. A decisão veio após uma breve apresentação de seu histórico profissional, onde detalhou sua trajetória e o escopo de suas atividades nas empresas ligadas ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes.
Aline, que possui 38 anos, é bacharel em secretariado executivo com especialização em ciência política. Ela explicou que trabalhou para Antunes de junho de 2023 a outubro de 2025, inicialmente como secretária e, posteriormente, como gestora de pessoas da empresa ACDS Call Center. Durante sua atuação como secretária, suas responsabilidades incluíam tarefas administrativas e pessoais para Antunes, como a emissão de passagens aéreas e o acompanhamento de obras em imóveis particulares. Segundo ela, Antônio não costumava compartilhar detalhes sobre o agendamento de reuniões ou os assuntos nelas tratados.
Na função de gestora de pessoas, Aline Cabral cuidava das questões relacionadas aos recursos humanos da empresa, que prestava serviços de telemarketing e contava com cerca de 160 funcionários. Ela mencionou ter tido contato com prestadores de serviços de contabilidade, exclusivamente para tratar das folhas de pagamento dos funcionários.
Após essa exposição inicial, Aline surpreendeu a todos ao anunciar que seguiria a orientação jurídica recebida, invocando seu direito ao silêncio.
“Considerando que há investigações em curso sobre os fatos tratados nessa CPMI e que eu não tenho acesso a tais procedimentos, por orientação da minha defesa, exercerei o meu direito de permanecer em silêncio.” – declarou Aline Cabral.
Reações e Tensão no Colegiado
A decisão da depoente de permanecer em silêncio provocou uma reação imediata no plenário da comissão. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interveio durante a sessão, solicitando que Aline respondesse ao menos às perguntas relacionadas a informações públicas.
“Doutor, eu vou pedir à vossa senhoria que oriente a senhora Aline, que nas questões onde as informações são públicas, ela tenha a obrigação de responder, por gentileza” – destacou Viana, antes de conceder a palavra ao relator Alfredo Gaspar (União-AL).
A atitude de Aline levanta questionamentos sobre as possíveis estratégias da defesa e o impacto que seu silêncio terá no andamento das investigações da CPMI. A comissão, que tem como objetivo apurar irregularidades e possíveis desvios no âmbito do INSS, agora precisa lidar com essa nova dinâmica e buscar alternativas para obter as informações necessárias. O desenrolar dos próximos capítulos promete ser decisivo para o futuro da investigação e para a elucidação dos fatos relacionados ao caso.
