Críticas à postura do governo Lula em relação a Maduro ganham força no Congresso

 A prisão de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, desencadeou uma série de reações e discussões no cenário político brasileiro, com reflexos diretos no Congresso Nacional. O deputado federal Barros, do [Partido], anunciou que irá convocar os ministros Mauro Vieira e Celso Amorim para prestar esclarecimentos sobre a postura do governo Lula em relação ao regime venezuelano.Barros, em declarações recentes, expressou preocupação com o que ele considera um alinhamento histórico 

A prisão de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, desencadeou uma série de reações e discussões no cenário político brasileiro, com reflexos diretos no Congresso Nacional. O deputado federal Barros, do [Partido], anunciou que irá convocar os ministros Mauro Vieira e Celso Amorim para prestar esclarecimentos sobre a postura do governo Lula em relação ao regime venezuelano.

Barros, em declarações recentes, expressou preocupação com o que ele considera um alinhamento histórico do Partido dos Trabalhadores (PT) e da esquerda brasileira com o governo de Maduro. O deputado relembrou o encontro entre Lula e Maduro em maio de 2023, em Brasília, durante o qual Lula minimizou as acusações contra o então presidente venezuelano.

“Eles têm que prestar esclarecimentos ao Congresso Nacional de qual é a postura efetivamente do governo Lula, porque sempre existiu, historicamente, um alinhamento do PT e da esquerda com o regime do Nicolás Maduro”, afirmou Barros.

Além da convocação dos ministros, o deputado informou que pautará um requerimento de “moção de apoio à prisão do narcoditador Nicolás Maduro”. Ele também defendeu o envio de correspondências às Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que declarem respaldo à manutenção de Maduro em cárcere. A intenção, segundo Barros, é obter o apoio internacional para a legalidade da prisão de Maduro.

A Operação Acolhida e o fluxo de refugiados

Outra medida em estudo pelo deputado é a realização de uma missão oficial da comissão à Operação Acolhida, na fronteira do Brasil com a Venezuela, em Roraima. O objetivo é verificar o trabalho de assistência aos refugiados e migrantes venezuelanos, que, segundo Barros, tende a aumentar após a prisão de Maduro.

“Quero ver se consigo fazer isso logo no comecinho de fevereiro”, declarou. “A tendência é de que aumente um pouco o fluxo de refugiados”, acrescentou.

Intervenção dos EUA e Acusações contra Maduro

No sábado, 3 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu governo havia bombardeado o território venezuelano e capturado Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, com o auxílio de oficiais da inteligência americana. Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um cartel de drogas e de ser responsável por atos de violência terrorista.

Maduro, em sua defesa no Tribunal de Nova York, na segunda-feira, 5, declarou-se inocente e afirmou ter sido “sequestrado”. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos manifestou-se nesta terça-feira, 6, afirmando que a intervenção americana na Venezuela violou o direito internacional. Atualmente, a Venezuela é governada pela vice de Maduro, Delcy Rodríguez.