Mais uma vez, a triste realidade de assédio se manifesta, desta vez, dentro da casa mais vigiada do Brasil, o BBB. A participante Jordana viu seu sonho de vencer no reality show ameaçado pela atitude repugnante de Pedro, um participante que, em um ato de violência, tentou beijá-la e agarrá-la sem o seu consentimento.A cena, capturada pelas câmeras da casa, expõe a certeza que muitos homens ainda têm de que podem dispor do corpo de uma mulher. A velha desculpa do “achei que ela queria”…
Mais uma vez, a triste realidade de assédio se manifesta, desta vez, dentro da casa mais vigiada do Brasil, o BBB. A participante Jordana viu seu sonho de vencer no reality show ameaçado pela atitude repugnante de Pedro, um participante que, em um ato de violência, tentou beijá-la e agarrá-la sem o seu consentimento.
A cena, capturada pelas câmeras da casa, expõe a certeza que muitos homens ainda têm de que podem dispor do corpo de uma mulher. A velha desculpa do “achei que ela queria” ou “achei que me deu mole” volta à tona, revelando a dificuldade que alguns homens têm em entender que o corpo feminino não está à disposição para ser tocado sem permissão. Na dúvida, o único caminho é perguntar. Uma mulher, quando quer, ela fala ou dá sinais claros.
O caso de Jordana serve de alerta e de incentivo para que outras mulheres não se calem. O crime de assédio deixa marcas profundas, mancha a história da vítima e pode comprometer seus sonhos. Jordana, que é advogada, em tese, deveria meter medo em qualquer assediador, mas nem mesmo a sua profissão a protegeu da violência. Quantas outras mulheres já passaram por isso sem ter como provar? Quantas ainda passarão?
A importância da denúncia
A denúncia é fundamental para frear homens como Pedro. Ficar calada é dar a eles mais motivos para continuarem a destruir sonhos. No caso de Jordana, há relato e imagem. A família dela tem o dever de denunciar. Que este caso sirva de exemplo para que outras mulheres se sintam encorajadas a fazer o mesmo.
É importante lembrar que o assédio é um crime e que a vítima não tem culpa. A roupa, a frase ou a jogada de cabelo não são um convite para a violência. O corpo da mulher não é um objeto à disposição do homem. É preciso que a sociedade como um todo se conscientize e combata o assédio em todas as suas formas.
A luta contra o assédio é uma luta de todas e de todos. Não podemos permitir que homens como Pedro continuem a inviabilizar nossos sonhos. A Jordana tem razão: ela ficará conhecida como a moça que foi assediada por Pedro por um bom tempo, mas isso não é motivo para não denunciá-lo. Pelo contrário, é mais um motivo para lutar por um futuro onde as mulheres possam viver seus sonhos sem medo.
