Em meio aos trabalhos da CPMI do INSS, o deputado federal Marco Antônio Marcon (União-RS) lançou uma grave acusação contra o líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Durante a sessão de 22 de fevereiro de 2026, Marcon alegou que Pimenta teria participado de uma reunião com o objetivo de desacreditar o depoimento de Eli Cohen, figura central na denúncia de um esquema de fraude no INSS.Marcon baseou sua acusação em uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo,…
Em meio aos trabalhos da CPMI do INSS, o deputado federal Marco Antônio Marcon (União-RS) lançou uma grave acusação contra o líder do governo na comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Durante a sessão de 22 de fevereiro de 2026, Marcon alegou que Pimenta teria participado de uma reunião com o objetivo de desacreditar o depoimento de Eli Cohen, figura central na denúncia de um esquema de fraude no INSS.
Marcon baseou sua acusação em uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, detalhando um encontro realizado em uma mansão no Lago Sul, em Brasília. Segundo o deputado, um policial aposentado teria gravado a reunião, acusando Cohen de receber R$ 5 milhões da oposição para testemunhar contra o governo. O policial, posteriormente, teria desmentido a gravação em cartório, alegando que participou da reunião com o líder do governo sob a promessa de receber R$ 30 mil mensais por dois anos.
“Acho que é importante que o País saiba que um membro dessa CPMI atuou para fraudar um depoimento nesta Casa” – alegou Marcon, durante a sessão.
A Intervenção de Viana e a Defesa de Pimenta
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), interrompeu o discurso de Marcon, argumentando que a questão levantada se referia ao mérito e envolvia críticas à atividade parlamentar, sugerindo que o caso fosse levado à Comissão de Ética. Apesar disso, Viana concedeu a palavra a Pimenta para que respondesse às acusações.
Em sua defesa, Paulo Pimenta classificou o episódio como “uma grande bobagem”, argumentando que foi procurado por diversas pessoas com informações sobre o caso, mas que só daria crédito a denúncias com provas ou depoimentos formalizados às autoridades. Pimenta confirmou que o policial citado o procurou, mas negou qualquer irregularidade.
“Se tem documento ou prova, eu posso inclusive dar um encaminhamento e trazer para essa comissão” – declarou Paulo Pimenta.
O caso levanta questionamentos sobre a integridade dos trabalhos da CPMI do INSS e a conduta de seus membros. A acusação de Marcon, mesmo que negada por Pimenta, lança uma sombra sobre a credibilidade da comissão e a busca pela verdade nos esquemas de fraude do INSS. Resta saber se as alegações serão investigadas a fundo e se terão algum impacto no futuro da CPMI.
