Três municípios da Bacia de Campos receberão royalties retroativos

 Três municípios da Bacia de Campos, na região norte do estado do Rio de Janeiro, que recebem indenizações pela produção de petróleo, estarão recebendo R$ 237 milhões de royalties retroativos a 2016. O pagamento foi aprovado pela diretoria colegiada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), na última quinta-feira (2), para Campos dos Goytacazes, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana.Trata-se de do resultado de uma articulação da… 

Três municípios da Bacia de Campos, na região norte do estado do Rio de Janeiro, que recebem indenizações pela produção de petróleo, estarão recebendo R$ 237 milhões de royalties retroativos a 2016. O pagamento foi aprovado pela diretoria colegiada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), na última quinta-feira (2), para Campos dos Goytacazes, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana.
Trata-se de do resultado de uma articulação da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro), por iniciativa do então presidente, o ex-prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, focado no enquadramento, por parte da ANP, do município de São João da Barra como portador de instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás, feito através do Porto do Açu.
Segundo o secretário executivo da Ompetro, Marcelo Neves, Campos receberá R$ 72.721.858,44; São João da Barra, R$ 99.142.697.22; e São Francisco, R$ 65.376.890,34. O pagamento será feito em parcelas: “A ação pelos royalties retroativos estava parada na ANP há muitos anos, mas foi destravada no ano passado”.
Neves ressalta que a bandeira foi defendida durante reunião de mobilização envolvendo lideranças da região, da qual ele participou, juntamente com Wladimir e a prefeita de São Francisco, Yara Cinthia, na ANP: “De lá para cá, vínhamos acompanhando o processo junto a diretores e procuradores da agência, cobrando o seu andamento”.
O secretário relembra que, depois da reunião em 2025, a agência se comprometeu a liberar os royalties retroativos até o final do ano. Ele pontua que, apesar de alguns atrasos, a ANP conseguiu fechar a proposta e apresentar em sua reunião de diretoria na última quinta-feira: “Temos muito a comemorar pelo empenho do ex-prefeito Wladimir Garotinho e do prefeito Frederico Paes, que, com a saída de Wladimir, assumiu a presidência do Ompetro”.
LEI DE PARTILHA – “Foram dois líderes incansáveis na busca desse reconhecimento, que injetará recursos importantes nos cofres do município para investimentos em melhorias que a população merece”, realça Neves antecipando que a próxima etapa é debater a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Lei de Partilha dos Royalties, aprovada em 2012 .
No mesmo ano, a ADI foi suspensa por uma liminar da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF); no entanto, há risco de vir a ser aprovada no dia seis de maio, quando o STF já anunciou que colocará em pauta: “Por orientação do prefeito Frederico Paes, a Ompetro agendou para a próxima semana uma reunião com autoridades do estado do Rio de Janeiro”.
A lei de partilha propõe a divisão dos royalties dos municípios produtores de petróleo com todos os municípios do Brasil: “Autoridades fluminenses serão convidadas a debater a ADI. Entre elas, o governador em exercício, Ricardo Couto, e representantes do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ) e da Procuradoria Geral do Estado”, conclui o secretário da Ompetro.