O governador Cláudio Castro (PL) oficializou sua saída do Governo do Rio de Janeiro na tarde desta segunda-feira (23), em cerimônia realizada no Palácio Guanabara, sede do Executivo fluminense, em Laranjeiras, na Zona Sul. Castro renunciou com o objetivo de se candidatar ao Senado e será substituído interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).”Saio de cabeça erguida, com o meu maior índice de aprovação, liderando todas…
O governador Cláudio Castro (PL) oficializou sua saída do Governo do Rio de Janeiro na tarde desta segunda-feira (23), em cerimônia realizada no Palácio Guanabara, sede do Executivo fluminense, em Laranjeiras, na Zona Sul. Castro renunciou com o objetivo de se candidatar ao Senado e será substituído interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
“Saio de cabeça erguida, com o meu maior índice de aprovação, liderando todas as pesquisas de opinião para o Senado. E saio extremamente grato a Deus. Vivi esses seis anos com orgulho de ser governador. Devolvemos ao Rio um protagonismo que há muito tempo não tinha. A figura do governador do Rio voltou a ser respeitada e querida. Fica a gratidão aos mais de 4 milhões que votaram em mim”, afirmou Castro durante coletiva de imprensa.
Castro poderia seguir no cargo até o início de abril, para cumprir o prazo de seis meses de desincompatibilização antes das próximas eleições, mas antecipou sua saída.
Em seu discurso, Castro celebrou as mudanças feitas durante seus mandatos e falou sobre as conquistas do estado neste período. “O Rio de Janeiro não pagava salários, estava com obras paradas, nas últimas colocações de índices importantes, como geração de empregos, abertura de empresas… e mais de sete anos depois, a gente pode ver outro Rio de Janeiro. Com a segurança pública estruturada e reforçada para enfrentar os problemas da cidade”, disse.
“O Rio que, de uns dois ou três anos para cá, ocupa as primeiras colocações no ranking de geração de empregos, o segundo estado que mais combate a fome, reabertura de políticas públicas importantes, com o restaurante do povo. O Rio voltou a liderar pautas importantes como a da renegociação das dívidas dos estados, da segurança pública e da reforma tributária. Fui o único governador da história do Rio de Janeiro a não pegar R$ 1 de empréstimo. Ou seja, fizemos uma gestão pública responsável”, declarou.
Um dos pontos que mais recebeu investimentos durante o governo de Castro, a Segurança não ficou de fora do discurso. “Temos hoje um investimento real na Segurança Pública de mais de R$ 16 bilhões. Reestruturamos a Segurança Pública do estado. Hoje, diferente de outras épocas,todos os policiais têm armamento próprio. Contratei mais de 5 mil policiais militares e mais de 4 mil policiais civis, comprei o primeiro helicóptero de combate, o Black Hawk, que está chegando em breve. Policiais que tinham um salário de fome voltaram a ser respeitados”.
“Depois de muitos anos, vencemos a maior guerra que pode haver na segurança pública, que é a das narrativas.
Fizemos o cidadão na ponta ser ouvido, ele pôde dizer que é favorável à polícia. Que o estado de coisas inconstitucionais não é o policial trabalhar, é uma barricada na porta de casa, é o filho do cidadão passar por um criminoso armado no caminho para a escola. Temos o Barricada Zero, que já limpou grande parte dos municípios. Peguei o estado, ainda como vice, com oito bases do Segurança Presente. E agora serão 70 até o fim do ano. Mais de 700 fuzis apreendidos em 2024, mais de 900 apreendidos em 2025. Passamos de uma média de 28 mil a 32 mil presos por ano para mais de 45 mil”, seguiu.
Antes de finalizar o mandato, Castro citou a obra da nova sede do Museu da Imagem e do Som, em Copacabana, que ainda não foi concluída, e garantiu que o governo ainda vai entregar melhorias para o Complexo do Alemão.
“Terminamos obras importantíssimas. Infelizmente, não vou ter tempo de ver ser entregue o Museu da Imagem e do Som. Mais um pouco de tempo, já está tudo contratado e pago, o teleférico do Alemão vai voltar a funcionar”, assegurou.
O ex-governador também citou as transformações na Saúde. “Na minha gestão, mais de 500 ambulâncias foram entregues. Somos o único estado da federação com Samu em todos os municípios. Reformamos todas as UPAs estaduais, abrimos novos hospitais, ampliamos a capacidade dos Institutos do Cérebro e do Coração, construímos o maior Centro de Imagem da América Latina, junto com o maior hospital oncológico, que é o Rio Imagem Baixada”, celebrou.
Com a renúncia, Ricardo Couto segue à frente do governo por um mês, prazo a partir da renúncia que os deputados da Alerj têm para eleger um governador-tampão, que permanecerá no cargo até o fim do ano, quando terminaria o mandato de Castro.