O Grande Expediente da sessão desta quarta-feira (11), na Câmara Municipal de Macaé, foi destinado à apresentação do projeto Me ajude a viver, de prevenção do suicídio. A psicóloga clínica, educacional e do trabalho, Béttany Carvalho, é a fundadora da iniciativa que funciona com psicólogos e estudantes de psicologia voluntários. Eles fazem o acolhimento de pessoas e famílias, além de promoverem palestras, grupos de estudos e ações sociais.O convite foi feito pela…
O Grande Expediente da sessão desta quarta-feira (11), na Câmara Municipal de Macaé, foi destinado à apresentação do projeto Me ajude a viver, de prevenção do suicídio. A psicóloga clínica, educacional e do trabalho, Béttany Carvalho, é a fundadora da iniciativa que funciona com psicólogos e estudantes de psicologia voluntários. Eles fazem o acolhimento de pessoas e famílias, além de promoverem palestras, grupos de estudos e ações sociais.
O convite foi feito pela vereadora e médica, Dra. Mayara Rezende (Republicanos), que compartilhou o quantitativo de notificações de automutilações, provocadas por adoecimento mental, em Macaé. Foram 239 casos em 2024 e 406 em 2025, um aumento significativo. Só na Região Serrana, 27 pessoas tentaram suicídio. Para Mayara, o cenário pode ser ainda mais alarmante, já que não foram mensurados os casos sem registro.
Bettany chamou a atenção ainda para o fato de 720 mil pessoas cometerem suicídio todos os anos, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desses casos, 14 mil acontecem no Brasil. É um problema de saúde pública que acomete pessoas de todas as idades, gêneros e classes sociais, e a sua solução não pode ficar restrita ao setembro amarelo e aos que possuem plano de saúde.
A psicóloga lembrou que o número de pacientes com crises de ansiedade, de pânico, depressão, Burnout e outras doenças mentais cresceram muito na última década, o que revela lacunas na sociedade. A projeção é de um crescimento de 1000% nos afastamentos de pessoas do trabalho por motivo de doença mental. Especificamente sobre o suicídio, ela afirma que é mais comum entre os homens e populações de baixa renda.
Bettany acrescentou ainda que a fila de espera para conseguir auxílio terapêutico é grande e pode ser demorada no SUS. Por isso o projeto é tão importante e precisa de novos voluntários. De acordo com ela, o suicídio ocorre quando a pessoa não consegue ter acesso a assistência e a rede de apoio devida, e é tomada pelo desespero e a desesperança. Um estudo científico revelou que para cada pessoa que se suicida, outras cinco, próximas a ela, entram em estado de alerta.
Liomar Queiroz (Agir), Leandra Lopes (PT) e Luciano Diniz (Cidadania) discursaram em apoio ao projeto e fizeram relatos pessoais de casos de adoecimento mental. Luciano sugeriu formalizar o projeto para pleitear recursos públicos e Leandra aconselhou ampliar o convite de participação voluntária para graduandos de áreas correlatas, como medicina, enfermagem e biologia.
Evento debate assunto no próximo sábado
Bettany e outros dois voluntários do projeto, que participaram da apresentação, os psicólogos Ana Alice Osório e Bruno Lopes, convidaram os parlamentares e demais interessados a participarem do evento que vai discutir saúde mental no próximo sábado (14). Trata-se de um evento beneficente para levar informações e ajuda ao maior número possível de pessoas. O Summit 2026: suicídio e a geração de trabalho acontece no auditório da UFRJ, no campus Macaé, das 8h às 18h. As inscrições podem ser feitas aqui.
