A Transparência Internacional (TI) expressou preocupação com a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de intimar Kleber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), a depor na Polícia Federal (PF). A medida, segundo a entidade, configura uma forma de intimidação que pode comprometer a atuação de servidores públicos.Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (21/02/2026), a TI…
A Transparência Internacional (TI) expressou preocupação com a recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de intimar Kleber Cabral, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), a depor na Polícia Federal (PF). A medida, segundo a entidade, configura uma forma de intimidação que pode comprometer a atuação de servidores públicos.
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (21/02/2026), a TI classificou a ação como um sinal de “autoritarismo institucional”, ressaltando que tal postura pode gerar um clima de medo e desestímulo entre os auditores fiscais e outros profissionais responsáveis pela fiscalização e controle no país. A organização argumenta que a medida agrava as tensões existentes entre o Judiciário e os órgãos de fiscalização, enfraquecendo o ambiente democrático.
A intimação de Cabral ocorreu no âmbito de um inquérito que investiga um suposto vazamento de dados fiscais envolvendo ministros do STF. O presidente da Unafisco questionou a condução das investigações e levantou dúvidas sobre a responsabilidade de auditores fiscais que foram alvo de uma operação. Para a Transparência Internacional, a convocação de um líder sindical por suas declarações públicas tem um efeito que transcende o caso específico.
A Transparência Internacional (TI) enfatizou que ações como essa podem levar ao desestímulo e ao medo entre os servidores públicos, incluindo auditores, promotores e juízes de primeira instância, que são responsáveis por funções essenciais de fiscalização e controle. A entidade acredita que é crucial proteger a liberdade de expressão e a autonomia desses profissionais para garantir a integridade e a eficácia do sistema de justiça e fiscalização no Brasil.
“Medidas dessa natureza podem gerar desestímulo e medo nos servidores públicos responsáveis por fiscalização e controle, como auditores, promotores e juízes de primeira instância.” – alertou a Transparência Internacional em nota.
