A inteligência policial acaba de expor uma faceta surpreendente e moderna do PCC: sua estrutura de comando digital e divisões especializadas em atentados. A Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) revelou um organograma atualizado da facção, detalhando como o grupo criminoso se adaptou à era digital e sofisticou suas operações.No coração dessa transformação está a “sintonia da internet”, uma célula composta por André Luiz de Souza, detento da Penitenciária 2 de…
A inteligência policial acaba de expor uma faceta surpreendente e moderna do PCC: sua estrutura de comando digital e divisões especializadas em atentados. A Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) revelou um organograma atualizado da facção, detalhando como o grupo criminoso se adaptou à era digital e sofisticou suas operações.
No coração dessa transformação está a “sintonia da internet”, uma célula composta por André Luiz de Souza, detento da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e apontado como gerente de Marcola, e Eduardo Fernandes Dias, conhecido como Ozora. Segundo o Dipol, essa divisão administra as comunicações online do grupo, articulando contatos através de aplicativos, redes sociais e e-mails protegidos. Além disso, promove e resguarda a doutrina do PCC, monitora conteúdos internos e oferece suporte tecnológico para outras divisões.
Mas a inovação não para por aí. A “sintonia restrita” é responsável por planejar e organizar atentados contra autoridades e rivais do grupo. Entre os oito nomes que integram esse setor, destaca-se Carlos Alberto Damásio, condenado a 20 anos por ameaçar o promotor Lincoln Gakiya. O documento também menciona o foragido Mohamed Hussein Mourad, acusado de lavagem de dinheiro, e Gilberto Aparecido dos Santos, apontado como braço direito de Marcola.
Reviravolta na Liderança
O novo organograma também traz mudanças na liderança do PCC, com a inclusão dos cinco ex-líderes expulsos: Roberto Soriano, Abel Pacheco de Andrade, Wanderson Nilton de Paula Lima, Daniel Vinicius Canônico e Valdeci Alves dos Santos. De acordo com investigações do Ministério Público paulista, esses ex-integrantes romperam com Marcola e foram afastados. Marcos Roberto de Almeida, que antes constava como expulso, permanece como liderança na “sintonia final”.
As autoridades seguem investigando a fundo essa nova estrutura do PCC, buscando entender como a facção se ??????izando para continuar operando e desafiando o sistema de segurança pública. A descoberta da “sintonia da internet” e da “sintonia restrita” representa um duro golpe contra o crime organizado, mas também um alerta para a necessidade de modernização das estratégias de combate à criminalidade.
Aguardamos o contato dos advogados dos citados para eventuais manifestações. O espaço permanece aberto e esta matéria será atualizada caso haja resposta das defesas.
