Imagine abrir uma garrafa de vinho e degustar não apenas um líquido, mas um pedaço da história. Foi o que fez o empresário e investidor de vinhos de Singapura, Soo Hoo Khoon Peng, ao abrir um Romanée-Conti de 1899, um ano após adquiri-lo. Longe de ser um ato de ostentação, Soo Hoo descreve a experiência como uma busca por aprendizado e conexão humana.A história desse exemplar é fascinante. Produzido com uvas Pinot Noir de pé-franco, aquelas que resistiram bravamente à praga da…
Imagine abrir uma garrafa de vinho e degustar não apenas um líquido, mas um pedaço da história. Foi o que fez o empresário e investidor de vinhos de Singapura, Soo Hoo Khoon Peng, ao abrir um Romanée-Conti de 1899, um ano após adquiri-lo. Longe de ser um ato de ostentação, Soo Hoo descreve a experiência como uma busca por aprendizado e conexão humana.
A história desse exemplar é fascinante. Produzido com uvas Pinot Noir de pé-franco, aquelas que resistiram bravamente à praga da filoxera, o vinho sobreviveu a duas guerras mundiais e mais de um século em adega. Sua jornada, desde a aristocrática família francesa Brou de Laurière até ser redescoberto em um leilão por um colecionador atento, é digna de um romance.
Um Milagre na Taça
O vinho, que pertenceu à família Brou de Laurière, que o adquiriu diretamente do produtor original, permaneceu por décadas em sua adega. Em 2011, após a morte de um descendente, o rótulo danificado não foi reconhecido em um leilão local e acabou vendido como parte de uma caixa genérica de vinhos tintos do século XIX por algumas dezenas de euros. Felizmente, um colecionador atento identificou o Romanée-Conti 1899, que acabou chegando a Soo Hoo via Maison Pion.
Ao ser aberto, o Romanée-Conti revelou um líquido âmbar com reflexos alaranjados, exalando aromas de chá, ameixa em conserva e flores secas. William Kelley, editor-chefe do The Wine Advocate, comentou à CNN que a fruta primária, após 127 anos, deu lugar a uma presença mais etérea e profunda. Para Olivier Pion, da Maison Pion, o resultado foi nada menos que “um milagre”.
“Não é sobre status, e sim sobre aprendizado e conexão humana” – afirmou Soo Hoo à CNN, resumindo a essência da experiência.
O alívio de Soo Hoo ao constatar que o vinho ainda estava vivo reflete a raridade e o valor inestimável desse tesouro. Afinal, degustar um Romanée-Conti de 1899 é como viajar no tempo, conectando-se com a história e celebrando a resiliência da natureza.
