CFM Desafia Decisão de Moraes em Defesa de Bolsonaro

 O CFM (Conselho Federal de Medicina) não demonstra otimismo, mas planeja recorrer da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que ordenou que a Polícia Federal interrogue o presidente do conselho. A medida de Moraes alega falta de competência do CFM em relação à PF (Polícia Federal) e suspeita de desvio de finalidade na atuação do órgão.Um médico ligado ao CFM, que preferiu não se identificar temendo represálias, expressou desânimo com a… 

O CFM (Conselho Federal de Medicina) não demonstra otimismo, mas planeja recorrer da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que ordenou que a Polícia Federal interrogue o presidente do conselho. A medida de Moraes alega falta de competência do CFM em relação à PF (Polícia Federal) e suspeita de desvio de finalidade na atuação do órgão.

Um médico ligado ao CFM, que preferiu não se identificar temendo represálias, expressou desânimo com a possibilidade de reversão da decisão, considerando que o recurso será analisado pelo próprio Alexandre de Moraes.

O recurso seria analisado pelo próprio Alexandre de Moraes, não tem o que fazer” – lamentou o médico.

Ele criticou a falta de manifestação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e de outras autoridades, defendendo que o CFM já fez sua parte.

O receio de represálias por expor publicamente o posicionamento do CFM demonstra o clima tenso em torno do caso. A decisão de Moraes, emitida na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, ressalta a “ilegalidade e a ausência de competência correcional do CFM em relação à PF”, apontando para um possível desvio de finalidade e “total ignorância dos fatos”.

Histórico Médico de Bolsonaro em Debate

Além de determinar o interrogatório do presidente do CFM, Moraes ordenou que a Polícia Federal colete esclarecimentos sobre a conduta do órgão e apure eventuais responsabilidades criminais. A investigação ocorre em meio à discussão sobre o histórico clínico de Bolsonaro, que, segundo o conselho, é complexo e inclui múltiplas cirurgias abdominais, crises de soluços e outras comorbidades.

A disputa entre o CFM e o STF expõe diferentes interpretações sobre a competência dos órgãos e levanta questionamentos sobre a autonomia do Conselho Federal de Medicina. O caso segue em aberto, com o recurso do CFM como um possível próximo capítulo dessa controvérsia.