A situação de duas crianças, acolhidas pela Justiça em Arroio Grande, no Rio Grande do Sul, e alocadas em um orfanato com um histórico problemático, incluindo alegações de estupro de menores e homicídio, ganhou um novo capítulo. Os pais das crianças denunciaram tratamento irregular aos filhos dentro da instituição. Os menores estão na Casa de Passagem Novo Amanhecer desde 20 de novembro de 2025.Douglas e Paola Kalaitzis tiveram a guarda de seus filhos, de quatro e dois anos,…
A situação de duas crianças, acolhidas pela Justiça em Arroio Grande, no Rio Grande do Sul, e alocadas em um orfanato com um histórico problemático, incluindo alegações de estupro de menores e homicídio, ganhou um novo capítulo. Os pais das crianças denunciaram tratamento irregular aos filhos dentro da instituição. Os menores estão na Casa de Passagem Novo Amanhecer desde 20 de novembro de 2025.
Douglas e Paola Kalaitzis tiveram a guarda de seus filhos, de quatro e dois anos, temporariamente suspensa devido à recusa em vaciná-los. A advogada do casal argumenta que eles possuem atestados médicos que contraindicam a vacinação, conforme divulgado em suas redes sociais.
Os pais alegam que, durante visitas supervisionadas, notaram hematomas no braço do filho mais velho, Douglas.
“Eles observaram que o bracinho do Douglas, de 4 anos, estava roxo” – disse Adriana Marra em depoimento divulgado nas redes sociais.
A família registrou um boletim de ocorrência sobre o incidente, o que resultou em uma medida judicial que os impede de ver seus filhos.
Em uma gravação obtida pelo portal Poder360, Douglas e Paola tentam documentar os hematomas, mas são impedidos por um agente. Eles solicitaram que o funcionário atestasse a presença das marcas, mas o pedido foi negado, sob a justificativa de que a lesão poderia ser anterior ao acolhimento.
Um exame de corpo de delito poderia esclarecer o estado físico da criança antes e depois do acolhimento, mas os pais afirmam não ter tido acesso a tais documentos. Segundo eles, foram realizados dois exames, levantando dúvidas sobre a precisão do retrato das condições do menino.
Outro ponto de preocupação surgiu com a divulgação de um vídeo de segurança, onde uma funcionária do orfanato aparece saindo com a filha do casal, Sofia, no colo, e a mostra para um homem em um carro estacionado próximo.
Apesar das alegações dos pais, a Casa de Passagem Novo Amanhecer nega qualquer irregularidade. Em comunicado judicial, a instituição afirma que a funcionária apenas mostrou a criança ao marido, que a esperava ao final de seu turno.
Alegações de tratamento irregular levantam questionamentos sobre a segurança das crianças sob tutela do Estado
A Justiça, atendendo a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), havia determinado a remoção das crianças sob a alegação de “risco à vida e à saúde”, mantendo o processo sob sigilo.
Os incidentes levantaram sérias questões sobre a segurança e o bem-estar das crianças sob a tutela do Estado. A situação delicada exige uma análise aprofundada para garantir que os direitos e a integridade física e emocional dos menores sejam preservados.
