Em um gesto que traz um raio de esperança em meio à turbulência política, o governo da Venezuela libertou mais de 60 presos políticos nesta quinta-feira, dia de Natal, segundo informações do Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos (Clippve). Essa organização de direitos humanos tem acompanhado de perto a situação dos presos políticos no país.As prisões ocorreram durante as manifestações que se espalharam por diversas cidades após as eleições de 2024. Na época, a…
Em um gesto que traz um raio de esperança em meio à turbulência política, o governo da Venezuela libertou mais de 60 presos políticos nesta quinta-feira, dia de Natal, segundo informações do Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos (Clippve). Essa organização de direitos humanos tem acompanhado de perto a situação dos presos políticos no país.
As prisões ocorreram durante as manifestações que se espalharam por diversas cidades após as eleições de 2024. Na época, a população expressava preocupações sobre a transparência do processo eleitoral, enquanto o apoio a María Corina Machado, figura da oposição que mais tarde ganharia o Prêmio Nobel da Paz de 2025, crescia.
O ex-presidente Maduro respondeu às manifestações classificando os participantes como “terroristas” e acusando a oposição de tentar desestabilizar o país. Dados do governo indicam que mais de 2 mil presos já haviam sido libertados ao longo de 2024.
Reação da Ativista Andreína Baduel
Após o anúncio da libertação, a ativista Andreína Baduel, representante do Clippve, celebrou a notícia, mas ressaltou que ainda há muito a ser feito:
“Celebramos a libertação de mais de 60 venezuelanos que nunca deveriam ter sido detidos. Embora não estejam completamente livres, continuaremos trabalhando por sua plena liberdade e pela de todos os presos políticos. Ainda existem mais de mil famílias com parentes presos por razões políticas.” – afirmou Andreína Baduel.
Andreína é filha do general Raúl Isaías Baduel, ex-ministro da Defesa de Hugo Chávez, que rompeu com o chavismo e faleceu na prisão em 2021. Outro filho do general, Josnars Adolfo Baduel, permanece detido há cinco anos, também sob acusações de terrorismo.
Apesar dessas liberações, organizações independentes como a ONG Foro Penal alertam que a repressão política continua. A ONG contabiliza atualmente cerca de 900 presos políticos na Venezuela, incluindo civis, militares e opositores acusados de crimes como terrorismo e conspiração.
A situação dos presos políticos na Venezuela continua sendo um ponto de atenção para a comunidade internacional. A expectativa é que a pressão por mais libertações e pelo respeito aos direitos humanos continue a aumentar.
