A greve dos petroleiros, iniciada em [data de início da greve não especificada na notícia], tem escalado para um cenário preocupante, com perdas diárias estimadas em R$ 200 milhões, conforme levantamentos preliminares do Dieese e do Sindipetro-NF. A paralisação afeta significativamente as áreas de E&P (Exploração e Produção) e refino, impactando também a Transpetro, TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil) e PBio (Petrobras Biocombustível).
Segundo o economista…
A greve dos petroleiros, iniciada em [data de início da greve não especificada na notícia], tem escalado para um cenário preocupante, com perdas diárias estimadas em R$ 200 milhões, conforme levantamentos preliminares do Dieese e do Sindipetro-NF. A paralisação afeta significativamente as áreas de E&P (Exploração e Produção) e refino, impactando também a Transpetro, TBG (Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil) e PBio (Petrobras Biocombustível).
Segundo o economista Cloviomar Cararine, a resposta da Petrobras à greve tem se mostrado mais prejudicial do que a própria paralisação. Ele ressalta que as perdas poderiam ser evitadas caso a empresa abrisse um canal de negociação sério e efetivo com os trabalhadores.
Impasse na Negociação Aprofunda Crise
Sérgio Borges, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), critica a postura da Petrobras, que se recusa a negociar e ignora os alertas das entidades representativas.
“A Petrobras escolheu não negociar. Não há proposta concreta e não há disposição de diálogo. Nessas condições, a greve tende a se prolongar, além de Natal e Ano Novo, porque a categoria está unida e disposta a sustentar o movimento pelo tempo que for necessário. E, se depender da categoria, temos muito gás e energia para continuar por tempo indeterminado” – afirmou Sérgio Borges, demonstrando a insatisfação da categoria.
Borges acredita que a empresa aposta no desgaste dos trabalhadores, preferindo perder milhões por dia a sentar para negociar.
Reajuste Irrisório Versus Prejuízo Milionário
O economista Cloviomar Cararine aponta um grande descompasso entre o custo diário da greve e o valor das reivindicações dos trabalhadores. A proposta da Petrobras prevê um reajuste de apenas 0,5%, com impacto anual de R$ 85 milhões. Cararine destaca que, em apenas um dia de greve, a empresa perde mais do que o dobro desse valor.
Diante desse cenário, a greve dos petroleiros se encaminha para um impasse prolongado, com perdas financeiras significativas para a companhia e sem perspectiva de acordo entre as partes. A insistência da gestão em não negociar pode ampliar ainda mais os prejuízos da companhia ao longo de dezembro. A situação exige uma solução urgente para evitar maiores impactos na economia e na produção de petróleo no país.
