Tensão no Mercosul: Milei Adota Postura Enérgica Contra Maduro, Enquanto Lula Busca Diálogo

 Em uma reunião tensa do Mercosul, o presidente argentino Milei elevou o tom contra o governo venezuelano de Maduro, contrastando com a postura mais cautelosa do presidente Lula. O encontro, realizado em 20 de dezembro de 2025, expôs as divergências entre os líderes sul-americanos sobre como lidar com a crise na Venezuela.Milei não poupou críticas ao regime de Maduro, descrevendo-o como uma “ditadura atroz e inumana do narcoterrorista”, e apelou para que os demais países do Mercosul… 

Em uma reunião tensa do Mercosul, o presidente argentino Milei elevou o tom contra o governo venezuelano de Maduro, contrastando com a postura mais cautelosa do presidente Lula. O encontro, realizado em 20 de dezembro de 2025, expôs as divergências entre os líderes sul-americanos sobre como lidar com a crise na Venezuela.

Milei não poupou críticas ao regime de Maduro, descrevendo-o como uma “ditadura atroz e inumana do narcoterrorista”, e apelou para que os demais países do Mercosul adotassem uma posição mais firme. Ele expressou apoio às sanções dos EUA e do então presidente Donald Trump, defendendo uma ação mais enérgica para “libertar o povo venezuelano”.

O tempo de uma aproximação tímida nessa matéria se esgotou” – afirmou Milei, durante seu discurso.

O presidente argentino também aproveitou a oportunidade para cobrar a libertação do policial argentino Nahuel Gallo, detido na Venezuela, e homenagear María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz.

Lula Alerta para os Riscos de Intervenção

Em contrapartida, o presidente Lula manifestou preocupação com a escalada da tensão e alertou para os riscos de uma intervenção armada na Venezuela.

Uma intervenção armada seria uma catástrofe humanitária” – disse Lula, defendendo o diálogo como a melhor solução para a crise.

Lula revelou ter mantido contatos com os governos dos EUA e da Venezuela, buscando se colocar como um interlocutor entre Washington e Caracas. Ele ressaltou que as “verdadeiras ameaças” à soberania dos países da região são as guerras, as forças antidemocráticas e o crime organizado.

Apesar do apelo de Milei, o Brasil se recusou a apoiar uma resolução proposta por Argentina e Paraguai que condenava violações de direitos humanos e ameaças à democracia na Venezuela. A proposta acabou não sendo aprovada, refletindo a divisão de opiniões dentro do Mercosul.

Tensões Internacionais Aumentam

A divergência entre os presidentes ocorre em um momento de crescente tensão entre Estados Unidos e Venezuela. Recentemente, Donald Trump não descartou a possibilidade de uma guerra com o país caribenho, e o governo venezuelano respondeu afirmando que suas forças de segurança estão preparadas para defender a pátria de qualquer ameaça.

Diante desse cenário, a América do Sul se vê diante de um dilema: como lidar com a crise na Venezuela sem acirrar ainda mais as tensões regionais e internacionais? A resposta para essa pergunta ainda está em aberto, e o futuro da Venezuela e da região permanece incerto.